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Patrícia
Cruz
O PORQUÊ DO USO:
-Rejeição ou
impossibilidade de amamentação.
-Morte da progenitora.
-Partos gemelares (de 2 ou 3 gémeos)
-Crescimento e acabamento
dos borregos mais uniforme.
-Rentabilizar ao máximo o efectivo leiteiro (aproveitando toda a lactação).
-Acelerar o ritmo
reprodutivo.
COLOSTRO
O QUE É?
É o primeiro leite que as ovelhas fornecem aos borregos
de elevado teor de matéria seca rica em lípidos,
proteínas e vitamina A e E. É constituído por
nutrientes essenciais à sobrevivência dos borregos devido às propriedades
imunológica (anticorpos e imunoglobinas) que os protegem
das doenças; laxativa (activando-lhes os intestinos), nutritiva e termo
reguladora.(BATTAGLIA, 2001)
COMO OBTER?
No caso da progenitora não fornecer o colostro
por qualquer eventualidade ou até por morte pode-se recorrer ao colostro de outra ovelha ou de uma vaca da mesma exploração
e até mesmo, a bancos de colostro.
BANCOS DO COLOSTRO. O
QUE SÃO?
São armazéns criados pelos produtores que aproveitam o colostro retirado às ovelhas após o parto (quando, por
exemplo, estas perdem as suas crias) congelando-o. Este utiliza-se
descongelando à temperatura ambiente e não aquecendo-o, que apesar de mais
rápido destrói as suas características nutricionais.
LEITE ARTIFICIAL
CONSTITUIÇÃO:
O leite deve ter um mínimo de 30% de gordura, 24% de
proteína e deve ser diluído em água de modo a ter um mínimo de 20% de matéria
seca. Este produto já existe à venda semi-preparado.
As necessidades energéticas dos borregos são superiores
às das outras espécies não sendo possível utilizar leite artificial de cabra ou
vaca.
ADMINISTRAÇÃO:
A transição do leite materno para o leite de substituição
deve ser gradual para que os borregos não sofram quebras no seu rendimento
devido ao stress nutricional e emocional. O leite artificial deve-se oferecer
frio evitando que seja ingerido muito depressa prevenindo distúrbios digestivos
assim como a proliferação de bactérias. Como nem sempre os borregos aceitam bem
o equipamento podemos engana-los dando-lhes inicialmente o leite morno.
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IDADE DO BORREGO |
FREQUÊNCIA DE ALIMENTAÇÃO |
QUANTIDADE POR ALIMENTAÇÃO |
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Primeiras 24h |
Todas a 2 horas |
Nunca acima de 56.7g |
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2º ao
4º dia |
Todas a 3 horas |
Entre 85.05g – 113.4g |
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5º ao
7º dia |
Todas a 4 horas |
Entre 113.4g – 141.75g |
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2ª semana |
Todas a 4 horas |
141.75g |
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3ª à
8ª semana |
Todas a 6 horas |
Entre 226.8g – 283.50g |
Adaptado de BATTAGLIA,
2001
EQUIPAMENTOS DO MAIS
BARATO AO MAIS CARO:
O equipamento deve ser escolhido consoante o tipo e
dimensões da exploração, o seu fim e fundo de maneio.
Quanto mais sofisticado o aparelho menos trabalho de mão-de-obra
dá.
1-Baldes (plásticos ou
de outros materiais):
Consoante a capacidade e dimensões do balde dispõe-se de
tinas de borracha à sua volta. Estas têm um corte vertical na extremidade que
permitem uma fácil sucção aos borregos. As tetinas em bom estado não apresentam
fugas de leite. A distância destas ao chão não deve ser superior a 50cm, para
que os borregos mais pequenos as possam alcançar.

- Fonte:
MARGARIDA FERREIRA
2-Tetinas em barra:
Dispõem-se as tetinas ao longo de uma barra, cada tetina
encontra-se ligada a um depósito com leite. O leite escorre ao seu sugado
durante a mamada e volta ao depósito quando a sucção cessa. Este sistema
permite, sob um bom refrigeramento, preparar o leite para dois ou mais dias.

- Fonte: MARGARIDA FERREIRA
3-Baterias com jaulas
individuais em arame:
Em cada jaula existe um biberão com uma dose individual
para cada refeição o que nos permite observar individualmente cada borrego.
4-Máquina automática:
Consiste numa tremonha que
mistura o leite em pó com água preparando novas dose de leite à medida que este
vai sendo consumido. Esta máquina tem acopoladas uma
resistência para aquecer a água assim como uma ligação à rede de águas. O leite
é distribuído por tetinas em barra.

- Fonte: MARGARIDA FERREIRA
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Os borregos devem ser retirados às mães após a ingestão
do colostro (24 horas após o parto) para ser mais
fácil a habituação ao sistema. Deve-se ajudar o borrego incitando-o a mamar ou
até mesmo juntá-lo a outros que já o façam. Estes devem estar agrupados por
idades para evitar que os maiores intimidem os mais fracos, atrasando o seu
desenvolvimento. O ambiente ideal terá uma temperatura entre os 15 e 29ºC e
quando necessário a utilização de uma lâmpada de infravermelhos; as camas devem
estar secas e limpas.
O aleitamento artificial é dispendioso e alguns autores
crêem que não compensa o seu uso, preferindo utilizar a seguinte técnica –
permitir aos borregos permanecer o primeiro período do dia com a mãe durante o
qual se amamentam, sendo ainda possível, deste modo, fazer uma ordenha no final
do dia.(BORREGO, 1986)
Bibliografia
BORREGO, Joaquim Domingos;
1986; Manual da Produção de Ovinos 1ªparte; publicação Ciência e Vida
Resumos e Comunicações do
ІІ Encontro de Ovinicultura, 16 de Junho
de 1999
BATTAGLIA,Richard A., (2001)Hand
Book of Livestock Management, Prentice Hall 3ºedição