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Side of Sheep's FaceAGALAXIA CONTAGIOSA

Realizado por Mariana Marques – marianamarquespj@hotmail.com

 

DEFINIÇÃO

A Agalaxia Contagiosa é uma doença infecciosa que aparece nos machos e nas fêmeas de ovinos e caprinos. No entanto, a sua incidência é máxima nos períodos de grande actividade ou de alteração funcional do úbere, pelo que são atingidas sobretudo as fêmeas em lactação, e pouco depois da parição.

É uma doença provocada por um micoplasma que se instala frequentemente na pleura, nas articulações, na mama e nos gânglios linfáticos retromamários provocando assim sépticemias, mamites, artrites e conjuntivites.

É mais frequente na Primavera e no Verão, mas tem carácter enzoótico em todas as estações.

 

ETIOLOGIA

O agente que causa esta doença é uma bactéria designada por Mycoplasma agalactiae. No entanto, tornou-se evidente que a agalaxia contagiosa (principalmente nas cabras) é causada também por outros micoplasmas como a M.capricolum  e M. Putrefaciens.

Trata-se de uma bactéria anaeróbia facultativa, Gram-negativo.Tal como os agentes da peripneumonia, apresenta, em culturas, formas muito variadas.

Caixa de texto: Imagem 1- micoplasma com 3 dias de incubação

 

                       

Caixa de texto: Imagem 2- micoplasma com 7 dias de incubação

Resiste pouco ao calor e aos antissépticos, mas resiste muito ao envelhecimento.

 

HOSPEDEIRO

As cabras são animais mais sensíveis a esta doença relativamente  às ovelhas, mas a M. Agalactiae é um importante agente patogénico para ambas as espécies. As maiores manifestações aparecem nos meses mais quentes e coincidem normalmente com a época dos nascimentos e picos de lactação.

 

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA

 

Imagem 3- Distribuição geográfica da A. C.

É uma doença que já existe várias centenas de anos na Europa principalmente na bacia mediterrânea. Existem registos desta doença no Norte de África, países da PECO, Índia e Paquistão.

 

TRANSMISSÃO

A doença é principalmente transmitida por contágio directo. É uma bactéria que se conserva muito tempo nos estrumes e nos ovis e cabris, a ponto de ser de  máxima importância, na contaminação, o local de alojamento. A permanência, mesmo curta dos animais, em locais onde tenham estado animais infectados pode ser motivo de contaminação. A bactéria quando excretada suja as camas e os alimentos infectando assim os animais por via digestiva. Também há contaminação pelos tetos pois a bactéria persiste no úbere durante muitos meses.

Animais assintomáticos e crónicos podem ser portadores da bactéria durante meses, até que condições particulares provoquem a sua revelação.

Os ordenhadores podem também ser agentes de transmissão.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

O período de incubação varia entre os 7 e os 56 dias.

 

SINTOMATOLOGIA

Infecções com M. Agalactiae ocorrem tanto em bodes como em cabras, tanto em carneiros com em ovelhas.

Esta doenças pode se aguda, subaguda, crónica ou assintomática. Os primeiros sintomas incluem inapetência, apatia, não seguem o rebanho. Aparecem as primeira febres.

Forma aguda grave. Caracteriza-se por febre brusca, a qual pode ser o único sintoma e o animal morrer logo (forma hiperaguda). Aparecem focos de infecção no úbere e articulações.

Forma subaguda- as artrites tornam-se mais expressivas. Aparecem também conjuntivites graves.

Forma crónica – o animal pode ser curado mas existem à mesma perdas de leite.

 

LESÕES

mamite aguda ou crónica, e, com o avanço da doença, o tecido mamário transforma-se em fibroso. Pode haver nefrite aguda.

                                     Imagem 4. mamite causada por M. agalactiae             

 

Habitualmente, há lesões de queratite parenquimatosa, que pode dar úlceras , com perda do olho. Em regra atinge apenas um órgão.

Imagem 5- queratite causada por M. agalactiae

Aparecem artrites graves com abcessos e anquiloses sobretudo nas articulações dos membros.

Imagem 6- artrite causada por M. agalactiae

 

 

DIAGNÓSTICO

 

Várias outras bactéria do mesmo género podem provocar sintomas semelhantes à agalaxia contagiosa. Como exemplo a M. capricolum. Mamites, artrites, queratites e conjuntivites podem ser também provocadas por Pasturella haemolytica e vírus. O exame post-mortem e o exame laboratorial são elucidativos.

 

 

 

CONTROLO E ERRADICAÇÃO

 

Em zonas endémicas, é necessário tomar medidas de prevenção. Separação dos animais doentes dos sãos, separação das fêmeas lactantes das jovens crias, limpeza e desinfecção das camas e outros locais comuns, vigiar os alimentos sólidos e líquidos. Os animais com mamites crónicas devem ser abatidos, os doentes devem ser isolados, se acusam evolução subaguda.

 

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

FERREIRA, Carlos; FERREIRA, Jacinto; (1990); Doenças Infecto-contagiosas dos animais domésticos, Fundação Calouste Gulbenkian, 4º ed, Lisboa;

SÁ, Fernando Vieira; (1990); A Cabra, Nova Colecção Técnica Agrária, Lisboa

http://www.hlsvb.com

http://www.iicasaninet.net/

http://www.vet.uga.edu

http://www.mycoplasma-exp.com