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Dictyocaulus filaria e Dictyocaulus viviparus
Claudia Santos - mailto:claudia.santos2001@clix.pt
O controlo eficaz das doenças parasitárias assumem um importante papel no sucesso de uma exploração pecuária. Se os parasitas representam sempre um problema em qualquer exploração, eles tornam-se mais graves nos ruminantes pela sua maior incidência, pois estas espécies são mais sujeitas à infecção dado o seu “Habitat “ pastoril (Vieira de Sá, 1999).
O Dictyocaulus filaria e o Dictyocaulus viviparus são duas espécies de parasitas internos que pertencem à família Dictyocaulidae e ao Género Dictyocaulus.
O Dictyocaulus filaria é um parasita dos ovinos e dos caprinos e encontra-se essencialmente nos brônquios destes animais. Dada a sua localização estes parasitas provocam espirros e tosse causando Bronquite catarral parasitária, atelectasia e até pneumonia. A persistência de mucosidade nas narinas e a dispneia, maios número de movimentos respiratórios são também sinais patológicos.
O diagnóstico pode ser realizado pela análise das fezes frescas, onde se encontram ovos deste parasita
Como métodos profilácticos recorre-se à mudança dos animais para pastos secos, uma vez que este parasita é pouco resistente a ambientes secos, e com água limpa para beber (Silva Leitão, 1983).
O Dictyocaulus viviparus é um parasita da mesma família que o anterior mas este surge essencialmente em animais da espécie bovina podendo também contaminar veados, renas e búfalos.
Também esta espécie surge nos brônquios dos seus hospedeiros e de um modo geral são expulsos após dois meses de permanência no sistema respiratório. Contudo, podem persistir alguns exemplares que asseguram a propagação da infecção.
Dada a sua localização, é frequente a obstrução de vários bronquíolos e alvéolos que se traduz em taquipneia e tosse. Pode também ocorrer lesões epiteliais, e obstrução à passagem do ar na traqueia (Silva Leitão, 1983).
Nestes animais pode-se considerar uma fase pós-patente aquela em que o animal, pouco a pouco, recupera a saúde. Em geral, dois meses após o inicio ca contaminação. A respiração normaliza-se e o animal recupera peso. Normalmente três meses depois já não tem parasitas. Isto porque os animais continuamente expostos à doença desenvolvem imunidade.
Sintomas de bronquite, tosse e a existência de larvas nas fezes são decisivos para a realização de um diagnóstico correcto.
A pastagem em pastos limpos e secos é a mais simples medida profiláctica (Silva Leitão, 1983).