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PEEIRA

Catarina Filomena Ferreira Costa – cfilomena@hotmail.com

 

 

Índice

Introdução. 1

Agente etiológico. 1

Sintomas. 1

Profilaxia. 2

Tratamento. 2

Bibliografia. 3

 

Introdução

 

A peeira é uma doença infecciosa, polibacteriana, geralmente crónica que afecta os pequenos ruminantes (ovinos e caprinos). Esta doença é uma das mais graves devido ao seu contágio, a peeira propaga-se com grande facilidade tanto no ovil como nas pastagens, sendo favorecida a transmissão com humidades elevadas.

 

Agente etiológico

 

Os agentes causadores desta doença podem ser: Fusobacterium necrofhorum, Fusiformis nodosus actualmente denominada por Dichelobacter nodosus, no entanto podem intervir ocasionalmente outros agentes etiológicos diferentes que ocasionam manqueiras (normalmente de uma pata) por inflamação exsudativa e abcessos nas patas (Carbó, 1998).

As bactérias causadoras da peeira são anaeróbias (cresce em meio isento de oxigénio) e são do tipo Gram-, a via de contaminação é a via cotânea. Estas bactérias actuam no interior do tecido dos cascos onde existe muito pouco ou nenhum oxigénio. Esta é a razão pela qual o desbaste dos cascos é um aspecto muito importante no tratamento da peeira.

 

Sintomas

 

A peeira começa com um avermelhamento da pele entre os dedos do casco, inicialmente o odor provocado pela destruição dos tecidos está ausente ou é fraco. À medida que a doença progride a infecção inicia-se nos tecidos córneos, macios, entre os dedos ou no calcanhar espalhando-se para a parede interior do casco. Neste momento, a infecção já desenvolveu um odor bastante forte e desagradável. Com o progressivo avanço da doença, a superfície do tecido localizado entre a parte de baixo do casco adquire um aspecto de lama. O tecido córneo dos dedos destaca-se parcialmente e a separação entre a parede do casco e o tecido inferior faz com a unha fique deformada.

Em infecções mais agudas, o animal sofre de uma manqueira intensa ou deixa de se apoiar no membro. Estes animais têm dificuldade em se deslocar tanto no ovil como nas pastagens, sofrendo de um emagrecimento progressivo e podem eventualmente sucumbir.

Em infecções mais agudas é mais prático matar os animais mais seriamente afectados e concentrar as atenções em casos mais suaves (Simmons, 1988).

 

Profilaxia

 

Tão importante ou mais importante do que conhecer a doença é conhecer o seu tratamento e a sua prevenção.

A prevenção começa no trânsito de animais, nunca adquirir um animal sem ter a certeza de possui as patas sãs. Vigiar periodicamente as patas, submeter os animais a banhos periódicos preventivos (sulfato de zinco, sulfato de cobre, sulfato de ferro). Quando se submete os animais aos banhos de patas deve-se seguir a seguinte ordem: primeiro os animais sãos e de seguida os animais doentes para evitar possíveis contaminações.

Evitar causas que predispõem, como camas húmidas, pastagens contaminadas (onde pastaram animais contaminados à menos de 15 dias).

 

Tratamento

 

        Os doentes devem ser tratados individualmente. È indispensável arrancar todas as partes descoladas. Com uma faca remove-se toda a parede da unha descolada pelo pus, tendo o cuidado de nada esquecer. Uma peeira bem tratada cura-se; se uma ínfima parte descolada não for removida, a supuração volta e a doença continua. Portanto é necessário fazer sem hesitar todas as destruições indispensáveis (Degois, 1985).

        A faca deve ser desinfectada após cada desbaste dos cascos e as aparas do desbaste devem ser queimadas.

        Depois do desbaste dar um banho de patas (ter o cuidado de dar de beber aos animais antes do banho, para que eles não ingiram a solução do banho) de seguida devolve-los a um local limpo e seco, tratando-os numa periodicidade de 5 a 10 dias.

 

 

Bibliografia

 

 

Simmons, P., 1989,Criação de ovinos, p 208,209. Publicações Europa-América. Portugal

Degois, È., 1985,Manual do criador de ovinos, p 367,368.Publicações Europa–América Portugal.

Carbó, C. B.,1998 Ovino de Leche, Aspectos claves, p 490, 492. Ediciones Mundi-Prensa. Madride, Espanha.