|
|
|
Raças Autóctones Exploradas em Portugal
Olga Duarte
Ovinos
Campaniça

Esta raça
possui efectivos de grande dimensão, criadas em regime extensivo. Em relação à
reprodução, têm cobrição natural iniciando-se na primavera com uma duração de 4
a 5 meses. Exploradas na tripla função carne-leite-lã. No que diz respeito a
caracteres morfológicos, têm cor branca sendo raros os exemplares pretos, velo
extenso e bem tochado, só não recobrindo a cabeça e as extremidades dos
membros. Possuem Lã do tipo cruzado fino. Têm cornos normalmente nos machos,
com a forma de espiral aberta, grossos, por vezes nas fêmeas mas rudimentares.
Têm corpulência pequena.
Churra Algarvia
Efectivos
pequenos que em média não ultrapassam os 10 animais por exploração. No que diz
respeito à reprodução têm cobrição natural com duas épocas Primavera e fim do
Verão. Exploradas principalmente para produção de carne. Quanto a caracteres morfológicos
possuem cor branca, com pigmentação em forma de manchas na ponta do focinho, em
volta dos olhos, nas orelhas e nas patas, velo pouco extenso e pouco tochado,
não recobrindo a cabeça o bordo inferior do pescoço, a barriga e as
extremidades dos membros. Possuem lã do tipo churro, cornos em ambos os sexos,
fortes, espiralados, de secção triangular e rugosos e corpulência elevada.
Churra Badana
Existem em efectivos de pequena dimensão, criadas em regime extensivo. Em
relação à reprodução, têm cobrição
natural principalmente na primavera. São exploradas
principalmente na produção de carne. Possuem cor branca, pigmentação
acastanhada mais ou menos escura nas zonas deslanadas, velo extenso mas aberto,
só não recobrindo a cabeça e as extremidades dos membros, quase toca o solo na
época de tosquia. Possuem lã do tipo churro, cornos normalmente nos machos, com
a forma de espiral mais ou menos aberta, sem cornos nas fêmeas. Têm corpulência
pequena.
Churra da Terra
Quente

Sistemas de exploração com efectivos de media
dimensão. Em relação à reprodução têm cobrição natural na primavera, animais de
ciclo éstrico contínuo. Exploradas principalmente pelas funções carne e
leite. Borregos normalmente desmamados à volta dos 45 a 60 dias de idade altura
em que são vendidos. Em relação às características morfológicas, possuem cor
branca, velo extenso, pesado, não recobrindo a cabeça, as extremidades dos
membros e em geral a barriga, lã do tipo churro, cornos em ambos os sexos, em
espiral mais ou menos aberta, rugosos e de secção triangular e corpulência
pequena.
Churra Galega
Bragançana

Em relação à reprodução têm cobrição natural,
animais de ciclo éstrico contínuo pelo que na maioria dos efectivos o macho
está todo o ano com as fêmeas. São exploradas principalmente para produção de
carne, sendo os borregos normalmente vendidos entre os 4 e 6 meses. Quanto a
caracteres morfológicos, predomina a cor branca, manchas pretas ou castanhas em
volta dos olhos no focinho e nas orelhas, velo pouco extenso e de superfície
irregular, não recobrindo a cabeça, o terço anterior do pescoço a barriga e os
cabos. Possuem lã do tipo churro, sem cornos nas fêmeas, frequentes nos machos,
com corpulência elevada, acentuada desproporção entre a altura do tórax e a
deste ao solo (pernalteiros).
Churra Galega
Mirandesa

No que diz respeito ao sistema de reprodução têm
cobrição natural, animais de ciclo éstrico permanente pelo que na maioria dos
efectivos o macho está todo o ano com as fêmeas. São exploradas
tradicionalmente em conjunto com o bovino mirandes, aproveitando os restolhos
deixados por estes. Explorada principalmente para produção de carne e lã. Em
relação às características morfológicas possuem cor branca, sendo os indivíduos
pretos pouco frequentes, pigmentação preta ou castanha escura circundando os
olhos, as orelhas e os lábios, nos animais pretos estas manchas são brancas,
velo extenso, relativamente pesado e de lã de apreciável qualidade dentro do
tipo, não recobrindo a cabeça e as extremidades dos membros. Possuem lã do tipo
churro, sem cornos nas fêmeas, frequentes nos machos com forma espiralada e de
secção triangular. Têm corpulência pequena.
Merina Branca
Caracterizam-se
por efectivos de grande dimensão. Em relação à reprodução, a cobrição natural
geralmente inicia-se na primavera e alonga-se pelo verão. São animais de ciclo
éstrico permanente, explorados pelas funções carne, lã e leite, com os
borregos a serem normalmente desmamados
à volta dos 4 a 5 meses de idade altura em que são vendidos. As ovelhas por
vezes são ordenhadas após o desmame dos borregos. No que diz respeito a
características morfológicas, possuem cor branca, Velo muito extenso e tochado,
recobre a cabeça, todo o pescoço, o ventre, os membros quase até às unhas e os
testículos. Possuem lã do tipo merino extra a merino forte, cornos ausentes nas
fêmeas, mas frequentes nos machos, enrolados em espiral mais ou menos fechada,
rugosos e de secção triangular. Têm corpulência média.
Merina Preta
Com
efectivos de grande dimensão, a cobrição natural geralmente inicia-se na
primavera e alonga-se pelo verão, animais de ciclo éstrico permanente. São
explorados pelas funções carne, lã e leite. Os borregos são normalmente
desmamados entre os 4 a 5 meses de idade altura em que são vendidos. As ovelhas
por vezes são ordenhadas após o desmame dos borregos
. São
caracterizados por possuírem cor preta, velo muito extenso e tochado, que
recobre a cabeça, todo o pescoço, o ventre, os membros quase até às unhas e os
testículos. Possuem lã do tipo merino extra a merino forte. Cornos ausentes nas
fêmeas, mas frequentes nos machos, enrolados em espiral mais ou menos fechada,
rugosos e de secção triangular, com corpulência média.
Merina da Beira
Baixa
Efectivos
de média dimensão, com cobrição natural geralmente na primavera, normalmente 1
borrego por ano. Explorados pelas funções carne, lã e leite. Os borregos
frequentemente desmamados com 1 a 2 meses de idade, apreciados como borrego de
leite. As ovelhas por vezes são ordenhadas após o desmame dos borregos. Possuem
velo muito extenso e tochado, que recobre a cabeça, todo o pescoço, o ventre,
os membros quase até às unhas e os testículos. Possuem lã do tipo merino extra
a merino forte, cornos ausentes nas fêmeas, mas frequentes nos machos,
espiralados, rugosos e de secção triangular, com corpulência pequena
.
Mondegueira
Efectivos
de média dimensão, com cobrição natural em geral na primavera, são animais de
ciclo éstrico contínuo. São exploradas principalmente pela função leiteira. Os
borregos são normalmente abatidos antes do mês de idade de modo a iniciar
quanto antes a ordenha. Possuem cor branca, por vezes apresentam os lábios
pigmentados de preto ou castanho. Têm velo de mediana extensão, pouco tochado,
não recobrindo a cabeça, as extremidades dos membros nem a barriga. Possuem lã
do tipo churro, cornos em ambos os sexos, em espiral mais ou menos aberta,
rugosos e de secção triangular, com corpulência média.
Saloia
Efectivos
de média dimensão (cerca de 200 animais por exploração), com cobrição natural
geralmente na primavera, contudo bastante alongada,. São animais de ciclo
éstrico permanente. São exploradas principalmente pela função leiteira. Os
borregos são normalmente abatidos aos 2 meses de idade. Possuem cor branca
frequentemente com tons amarelados, apresenta a cabeça acastanhada. Têm velo
bem tochado, relativamente extenso e pesado, não recobrindo a cabeça e as
extremidades dos membros. Possuem lã do tipo merino médio a cruzado médio. Têm cornos nos machos, fortes, rugosos e de
secção triangular, em forma de espiral mais ou menos aberta, nas fêmeas quando
existem têm o aspecto de foice, com corpulência pequena
.
Serra da Estrela
Efectivos
de reduzida dimensão (30 a 100 animais por exploração). São animais de ciclo
éstrico permanente, com cobrição natural geralmente na primavera havendo uma
segunda época em Setembro e Outubro. São exploradas principalmente pela função
leiteira, sendo considerados os melhores ovinos leiteiros do país. Os borregos
são normalmente desmamados à volta dos 20 a 30 dias de idade, altura em que são
vendidos. Possuem cor branca ou preta, com velo não muito extenso,
não
recobrindo a cabeça, as extremidades dos membros, a barriga e o bordo inferior
do pescoço. Possuem lã do tipo cruzado fino, cornos em ambos os sexos,
enrolados em espiral mais ou menos aberta ou alongada, rugosos e de secção
triangular, com corpulência média.
Documentos Consultados:
Sites
da internet:
http://www.terravista.pt/ancora/2619/
http://www.dgv.pt (site
da Direcção Geral de Veterinária)